Preservar o meio ambiente e cuidar do planeta que habitamos são causas que todos devem abraçar. As drásticas mudanças climáticas vêm impactando todo o globo, extinção de várias espécies, derretimento das geleiras e aumento do nível do mar são apenas algumas das consequências desencadeadas pelo aumento da temperatura global.

Por isso promover uma cultura sustentável e de responsabilidade ambiental é tão importante. Principalmente em condomínios, em que as ações “verdes” podem ser adotadas por várias famílias, obtendo um necessário efeito multiplicador. Isso sem falar na real economia derivada do uso racional dos recursos como água, energia, gás, papéis e diversos outros. Com a reciclagem de lixo, por exemplo, o próprio condomínio pode obter uma renda considerável e auxiliar na conservação ambiental.

Além disso, um condomínio mais sustentável é mais valorizado pelo mercado. Afinal, posturas responsáveis são cada vez mais solicitadas pela sociedade que quer ver seus valores refletidos onde mora, consome e atua. 

É preciso incentivar ações que promovam essa preservação, como a economia de água, por exemplo. O país enfrenta sua pior seca em 91 anos, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Com pouca água armazenada para atender à geração de energia, o sistema elétrico teve que recorrer às termoelétricas, elevando muito o custo de operação. Com as contas mais altas e o risco iminente de faltar água na torneira, eliminar o desperdício e realmente economizar água nunca foi tão importante.

Por isso, é imperioso reduzir o consumo de energia para manter a saúde financeira em dia. Aqui algumas dicas para atingir esse objetivo:

  1. Identificar vazamentos. Faça uma verdadeira investigação de possíveis focos de desperdício de água (há empresas especializadas nesse tipo de serviço). Faça a checagem de:
    • Torneiras (situação do entorno e presença de mofo);
    • Torneiras de fechamento automático (se estão reguladas adequadamente);
    • Piscinas (se há umidade na superfície ou se há necessidade constante de reposição de água);
    • Caixas acopladas e válvulas de descarga (se estão devidamente reguladas).

Especialistas afirmam que esse processo de checagem pode reduzir de 20 a 30% do custo da conta de água. Segundo o Instituto Muda, “Uma torneira gotejando desperdiça 46 litros por dia, equivalente a 1.380 litros por mês. Um filete, de mais ou menos 2 milímetros, deixa escorrer 4.130 litros por mês”.

  1. Irrigação do paisagismo: ação deve ser feita em horários com menos incidência de calor solar para que não haja perda por evaporação;
  2. Efetuar lavagens de pisos com panos ou jatos pressurizados, ao invés de baldes e mangueiras.
  3. Captação da água da chuva.

Com pouco investimento, o síndico consegue recuperar fazendo um pequeno tratamento com cloro e transferindo para uma torneira com um trabalho simples de encanamento. Isso porque cerca de 80% do sistema já está pronto. Vários condomínios novos já tem uma estrutura instalada para a reutilização. O condomínio não pode levar essa água aos moradores, mas pode usar para os serviços de manutenção e limpeza – por exemplo, regar as plantas, fazer a limpeza das garagens, lavar as áreas comuns.

O uso consciente dos recursos naturais é um poderoso agente de educação das futuras gerações. Já existem milhões de pessoas passando privações por falta desse recurso natural tão necessário à saúde e a vida. Com a crise hídrica que estamos vivenciando, ações sustentáveis precisam ser priorizadas.


Fonte: Grupo Souza Lima

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